10.5.10

Reflexão da 4ª Semana





03 a 07 de Maio de 2010

Nesta semana foi trabalhado o tema escola, que aliás já havia sido trabalhado nas primeiras semanas de março com passeio pela escola (para conhecer as dependências e funcionários) e outras atividades. Para a maioria das crianças, é a escola que marca o início da sua atuação pública. É na escola que muitas delas vivenciam o primeiro encontro com a sociedade e têm a oportunidade de, por meio da participação, começar a construir sua autonomia e a exercer sua cidadania. É aí que elas se deparam com o público, com o início da construção do significado do que é “coletivo”. Muitos alunos iniciaram na escola neste ano e nunca tinham frequentado alguma “escolinha” anteriormente. O significado de público começa a se definir. Elas compartilham tempos, espaços e objetos. Na hora da entrada e saída da escola, na sala de aula, no recreio, no uso dos brinquedos, do quadro, do giz, do material escolar... Elas começam a perceber a convivência em grupo.

Como Paulo freire sempre disse “Ninguém sabe tudo. Nós aprendemos uns com os outros” e nesta troca crescemos mutuamente. Vejo que muitos alunos já cresceram nesta troca sabendo repartir, ajudar e de respeitar a opinião do outro.

Referente à escola foi trabalhada as preferências dos alunos como “o que mais gosto” e “o que menos gosto na escola”. Cada um também desenhou o trajeto que faz até a escola e o que encontra pelo caminho diariamente como mercados, casas, ônibus, entre outros. Muitos colocaram detalhes como “Ah, a minha casa fica perto do armazém do seu Zé”, “Eu passo na frente da casa da Nicolli”, “Eu moro na rua de trás da escola”.
A semana foi dedicada também ao dia das mães que iniciou com uma história “O abraço do Antônio” (que fala sobre adoção), a confecção de um cartão e um “álbum para a mãe” que conta um pouco sobre as preferências de sua mãe.
Os alunos empenharam-se na realização dos trabalhos, acredito que por todos os alunos terem na família a figura da mãe presente.
Foi tranqüila a semana, a única dificuldade é quando chove ou está muito frio, pois faltam muitos alunos. Mas isso é normal nestes anos que trabalho com os pequenos, as mães ficam apreensivas de mandar para a escola por medo dos filhos adoecerem.


3.5.10

Reflexão da 3ª Semana



A semana iniciou com o tema “família”. Pensei de que forma abordar este assunto tão delicado, pois existem muitos tipos de família na minha sala de aula. Uns vivem somente com a mãe e não conhecem o pai, outros moram com o pai e a mãe, ou com a mãe e padrasto; uns alunos o pai e a mãe trabalham, outros só o pai, e assim em diante. Lembrei-me do livro “Uma Família Parecida com a da Gente” que associa a família a animais. Enquanto ia lendo os alunos iam falando sobre sua família, “Ah, a minha família parece com a da gazela”, “A minha também é assim”, e assim iam falando enquanto ia lendo o livro.

O tema família foi abordado de uma forma tranquila e sem problemas. Após a hora do conto os alunos desenharam sua família no caderno de desenho. Notei que os desenhos estão mais cheio de detalhes e a pintura dos mesmos melhoraram muito de alguns alunos, demonstrando mais calma e interesse ao realizá-los.

A maioria das famílias de meus alunos é muito participativa, mandei uma entrevista de tema de casa para saber quem escolheu o nome do aluno? Por que a escolha desse nome para seu filho e o motivo e se sabiam o significado do nome. Dos 31 alunos 25 responderam. A maioria respondeu que escolheu o nome por achar bonito, por ser um nome bíblico ou por ser diferente. Muitos não sabem o significado do nome do filho e pediram para que eu mandasse o significado se eu tivesse. Vou pesquisar o significado dos nomes e pretendo enviar aos pais.

Trabalhei o tema família durante a semana com desenhos, número de letras, letra inicial dos personagens da história e as vogais. Aos poucos percebo que estão reconhecendo o som das letras, estão ficando mais confiantes, pois agora me pedem muito pouco para ajudá-los a copiar alguma letra ou palavra.

Em relação ao jogo da memória da turma, foi maravilhoso o resultado, no dia que fiz fiquei um pouco frustrada, pois não consegui terminar a atividade na sala de aula, era peça para tudo que era lado. Os alunos estavam tirando fotos para o dia das mães e ficaram meio dispersos. Combinei que terminassem em casa recortando as cartinhas, colocando dentro do envelope (que confeccionei com os alunos) e não se esquecendo de trazer na próxima aula. No dia seguinte foi o inverso, eles estavam empolgados e queriam aprender a jogar ( e aprenderam rapidinho). Agora sempre que terminam uma atividade querem jogar o jogo da memória, jogando sozinhos ou em duplas.

“O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas".

( Jean Piaget )

26.4.10

Reflexão da Segunda Semana

Esta semana trabalhei com minha turma a temática “Eu e o outro”. Levei os alunos até a biblioteca da escola e contei a história “Uma Joaninha Diferente”, sobre uma joaninha que nasceu sem as bolinhas e não aceita por ser diferente. No decorrer da história questionei os alunos, se no dia-a-dia devemos tratar diferente um colega por usar óculos, ser mais gordinho, ser negro ou, por exemplo, estar numa cadeira de rodas? Todos responderam que não, alguns disseram que devemos aceitar os colegas como são. Aproveitei para falar que às vezes não deixamos um colega participar de uma brincadeira ou de sentar no nosso grupo, será que estamos respeitando o outro agindo desta forma? Segui associando a história da joaninha que não a aceitavam por não ter bolinhas e da ideia que ela teve de pintar um besouro fazendo as outras acreditarem ser uma joaninha só por ter bolinhas.


Depois da hora do conto voltamos para sala de aula e cada aluno fez um desenho sobre a história.Retomamos falando sobre o índio, sobre a importância do índio na nossa cultura, e como é visto em nossa história e nos dias de hoje. Pretendo trabalhar o índio a semana inteira para mostrar aos alunos a importância do índio em nossa história e por ser um tema que todos devemos trabalhar legalmente, de acordo com:

Art. 1o


O art. 26-A da Lei no 9.394, da LEI Nº 11.645, DE 10/03/2008 e 20/12/1996, passa a vigorar com a seguinte redação:


Art. 26-A


Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.


§ 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. § 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.


Independente de ser lei sempre trabalhei nestes 19 anos de sala de aula a cultura afro e indígena durante todo o ano letivo em sala de aula.

Depois de conversar com a turma montamos um índio, um aluno deitou (Leonardo) no chão sobre um papel pardo e a professora contornou o corpo, onde foi recortado em volta. Após cada aluno desenhou as partes do corpo do índio e colocou as penas e outros enfeites. Ficou um amor o nosso “Índio Cara Pálida” nome escolhido pela turma para o índio, coloquei pendurado no varal na sala de aula. Durante a atividade os alunos participaram de uma forma espontânea onde cada um queria contribuir


E segundo Freire (1996, p. 46),


“uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professor ou a professora ensaiam a experiência profunda de assumir-se. Assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque é capaz de amar”.


Outra atividade significativa foram as atividades com foto dos colegas da turma, onde tinham que pesquisar no mural da turma o nome do colega para escrever ou colocar a letra inicial. Também tinha uma atividade de número e quantidade envolvendo fotos dos colegas. Eles ficaram ansiosos para mostrar aos pais quando chegassem em casa.

O filme “Kiriku e a Feiticeira ”, infelizmente não foi possível passar aos alunos, pois o monitor da escola não conseguiu colocar o som, tentou de várias mas não teve jeito. Tive que mudar o planejamento onde retomei o tema “índio” e criamos um texto coletivo sobre o boneco. Este foi texto criado pela turma.



ÍNDIO CARA PÁLIDA

O ÍNDIO CARA PÁLIDA MORA NA FLORESTA.


ELE GOSTA DE DANÇAR, CAÇAR DE ARCO E FLECHA, PESCAR E CUIDAR DA NATUREZA.


ELE É MUITO LEGAL E ENGRAÇADO.



AUTORES: ALUNOS DA TURMA 113



Levarei o texto digitado para cada um colar no seu caderno na segunda-feira. Deixarei um texto também em tamanho maior para colocar no varal da sala de aula.

Como dizia Paulo Freire, “comunicar-se com os alunos é altamente positivo, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis e críticos”. Ainda:


Como educador, devo estar constantemente advertido com relação a este respeito que implica igualmente o que devo ter por mim mesmo. ...o respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros. (FREIRE,1996, p. 59).

19.4.10

Primeira Semana de Estágio


Nesta primeira semana iniciei o projeto Identidade com a temática "Eu e o meu corpo". A turma adorou a atividade no pátio onde, em duplas um deveria contornar com giz o corpo do colega no chão e outro completar com as partes do corpo. Todas as duplas participaram e interagiram de forma muito positiva onde queriam ajudar as outras duplas que demoravam mais para terminar.
A semana foram realizadas muitas atividades relacionadas com o corpo como poemas, número de letras, montagem de um boneco, autorretrato com tinta. Todos curtiram muito, demonstrado nas atividades com alegria e concentração também.
Mas acredito que o que mais deixou-os empolgados foi a proposta de fazer um documentário sobre nossa turma e escola para ser enviado para outra turma de 1º ano (de uma outra escola). A turma será dividida em grupos e cada um ficará responsável apresentar algo sobre nossa escola. Esse material ( fotos, filmagem, cartões, atividades realizadas pela turma, ...) ficará numa caixa e no final será lacrado e enviado para outra escola. A outra escola também enviará para nossa escola uma caixa contendo materiais que mostrem a realidade da turma e escola. Será um intercâmbio entre alunos de outra comunidade. A turma está ansiosa para fazer as gravações e de receber o material da outra escola.

3.4.10

Arquitetura pedagógica



Nesta semana programei o que vou trabalhar com minha turma, seguindo o tema trabalhado na escola " Viver e Conviver na Diversidade", sendo neste 1º semestre a abordagem "Quem sou Eu? Autoestima, limites, respeito, regras de convivência.


Pensei em começar com a identidade do aluno como seu nome (muitos não sabem escrever e alguns nem copiando do crachá), linha do tempo (até chegar escola), entrevista com a família, autorretrato no paint com o seu nome, atividades com fotos, desenhos e pesquisas. Finalizando o trabalho com a criação de um blog contendo todas as atividades realizadas.

Nesta semana pretendo trabalhar bastante o nome do aluno, identificando no alfabeto a letra inicial, pesquisar com a família quem escolheu o nome, vamos pesquisar a origem de seu nome também. É claro que eu serei a escriba, pois não tenho ainda nenhum aluno que saiba ler e escrever por enquanto.




28.3.10



Agora que iniciei o estágio, minha ansiedade é como iniciar a arquitetura pedagógica. Estou preocupada com a falta do ambiente informatizado em minha escola, mas acredito que tecnologia vai além disso.

Estou tentando me organizar para usar o notebook da escola na sala de aula, fotos, filmagem, datashow, enfim, tentando usar o máximo de tecnologia possível. Acredito que o objetivo é fugir dos padrões que estamos acostumados e inovar.
Fazer nossos alunos buscarem as respostas invés de recebê-las prontas, é acreditar numa educação de qualidade.

14.3.10

"Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia." Lulu santos/ Nelson Motta



Decidi começar meu blog neste semestre com a frase que as professoras Bea e Íris abriram o Seminário Integrador VIII. Realmente nosso Estágio será o resultado destes 4 anos de estudos, trocas e de domínio da tecnologia e de sua importância como ferramenta pedagógica.
Estou empolgada com minha turma onde farei o estágio ( 1º ano), são uns amores apesar de ser uma turma numerosa: 31 alunos. Só estou preocupada com a tecnologia, pois ainda não há laboratório de informática na escola, vou ter que improvisar e criar outros meios.
Quero dar boas vindas a todos os colegas do PEAD. Até terça-feira!